domingo, 19 de dezembro de 2010

MUNDIAL DE CLUBES DE 2010



A Internazionale de Milão – um time que, de italiano, só tem o nome, pois só tem estrangeiros – venceu o surpreendente Mazembe, de Angola, por três a zero e ganhou o título mundial de clubes, disputado em Abuh Dahbi.


Falou-se muito do Mazembe, como a zebra africana que desclassificou o Internacional de Porto Alegre. Mas, de zebra, o time angolano tinha apenas as listras pretas nas camisas brancas. Nada mais. É um bom time, mas, como todo time africano, falta-lhe consistência: alterna jogadas maravilhosas com bisonhices defensivas.

Então, por que ganhou do Inter, que entrou favorito e perdeu por dois a zero?

Não. Não foi o Mazembe que ganhou, mas o time gaúcho é que perdeu para si mesmo. E as causas podem ser várias, dentre elas eu aponto:

1. Esse negócio de time que vai disputar um título começar a poupar seus jogadores é sempre perigoso. É meio aquele velho chavão do futebol: jogo é jogo, treino é treino. Eu acredito que uma equipe, para ganhar densidade, consistência técnica e espírito de competição, tem que jogar. Quando fica muito tempo sem jogar, apenas treinando, parece que o time perde “liga”, perde noção de jogo, noção de espaço do campo e começa jogando com o “breque de mão puxado”. E quando demora muito a se acertar em campo, geralmente o jogo desanda. E foi o que aconteceu com o Inter.


2. Faltou competência técnica nas finalizações. Os jogadores do Inter não aproveitaram as oportunidades de gol surgidas no primeiro tempo e isso foi fatal: time que não marca, leva – mais um velho chavão que vive acontecendo por aí. Por que teimaram em errar tanto? Primeiro motivo está no item anterior: falta de noção de espaço. Segundo motivo: falta de treinos corretos em finalizações. Duas jogadas ilustram meu pensamento: logo no começo, acho que foi o Rafael Sóbis: recebeu um lançamento alto na área e chutou para cima, de primeira. Estava um tanto cercado por defensores do Mazembe, mas dava para matar a bola e ajeitá-la para o chute, como fez o atacante adversário em situação semelhante no segundo tempo: recebeu entre três zagueiros e, numa matada simples, teve o gol à disposição e foi só sair para o abraço.


3. Faltou malícia ao técnico do Inter, Celso Roth, em não aperfeiçoar finalizações em treinos específicos, muito treinos, principalmente porque a bola do jogo era a famosa Jabulani, que tanto trabalho deu aos jogadores na Copa do Mundo, e em não mexer logo no time, quando a situação começou a se complicar no início do segundo tempo.


4. Saber que o adversário é fraco na defesa e não conseguir explorar suas fraquezas indica falta de uma mão mais firme do treinador, de mais treino tático e, principalmente, de finalizações.
5. Por último, havia um jogador que precisava jogar bem e não o fez: D’Alessandro. O argentino é o principal responsável pelas boas jogadas do seu time e, talvez, por todos os motivos anteriores, não fez uma boa partida. Esteve totalmente apagado, jogando fora de sua posição e de suas características. Também aí faltou a mão do técnico, que tinha de reposicionar o jogador em campo, para tentar “acordá-lo” e permitir que ele desenvolvesse seu futebol.

Enfim, o Internacional perdeu para seus próprios erros. Que o vexame sirva de lição a outros times brasileiros que, por acaso, vençam a Libertadores e ganhem o direito de disputar o Mundial de Clubes.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FINAL DO CAMPEOANATO BRASILEIRO DE 2010




Se, há um ano, alguém dissesse que o Fluminense seria campeão brasileiro de 2010, seria tachado de doido. Doido varrido. Pois, é: depois de lutar para não cair para a segunda divisão, o time superou o desânimo, a falta de investimentos e montou um elenco competitivo e colheu, agora, os frutos de um bom trabalho.

Parabéns, sem dúvida nenhuma, ao tricolor carioca pela conquista de um campeonato que termina com uma série de fatos importantes, que merecem uma análise um pouco mais detalhada.

Primeiro, a consolidação do processo de pontos corridos. Não só faz justiça aos melhores times, aos elencos mais competitivos e estáveis, como permite emoções até o último instante, em termos de decisões que mexem com as torcidas e atraem público.

Segundo, as instabilidades decorrentes de mudança de elenco das equipes, devido a contratações de jogadores por times europeus, já não têm provocado tantos problemas: as saídas têm sido contrabalançadas com aquisições, o que indica uma certa maturidade dos dirigentes esportivos. Ainda estamos longe de administrações sérias e competentes no nosso futebol, mas isso também já dá sinais de melhoras.

Ainda sobre o Campeonato que terminou, destaquem-se alguns fatos menos badalados pela mídia especializada:

1. a recuperação de um jovem que eu pensei que daria adeus ao mundo da bola, alguns anos atrás, quando ainda jogava pelo Santos: Jonas, o artilheiro do campeonato. Muito mais do que o número de gols feitos pelo Grêmio, o fato de ter voltado a jogar bem se constitui realmente numa ótima notícia. Se não tivesse se machucado tão seriamente, teria sido, talvez, o nome para o ataque da Seleção na última Copa;

2. o ocaso de um dos maiores craques da história do futebol mundial: Ronaldo. E não falo, aqui, em decadência, não, como muitos possam pensar. Acho que todos os problemas que ele teve durante a carreira começaram com a decisão absurda do time holandês que o contratou aos dezoito, dezenove anos de transformar o jovem franzino e bom de bola num atleta massudo e rompedor. Está certo: teve seus momentos de glória, mas tem pagado um alto preço por isso: aos trinta e três anos, não consegue manter o peso porque seu organismo foi profundamente modificado lá atrás, ou seja, o corpo de Ronaldo é mais velho e mais lento do que ele como atleta e jogador. Mesmo assim, o esforço que ele tem feito para jogar continua fazendo do grande craque um grande homem que, como tal, tem seus defeitos, mas está seguramente na galeria dos imortais;

3. os inúmeros erros de arbitragem, que continuam atazanando todas as equipes. Ainda penso que a solução para isso seja a profissionalização dos árbitros, de modo a que possam ter um preparo à altura da velocidade dos jogos atualmente e da capacidade de improvisação dos jogadores. Alguma tecnologia até pode ser pensada como auxiliar, mas estou de acordo com a FIFA: futebol é paixão e o erro faz parte dessa paixão. O que não se pode é concordar passivamente com o aumento de erros de arbitragem – alguma coisa tem de ser feita com urgência;

Enfim, depois de um longo e estafante Campeonato, temos um campeão de respeito – o Fluminense – e a certeza de que a fórmula atual está correta e deve continuar. Para o bem o futebol brasileiro.

sábado, 23 de outubro de 2010

PELÉ, 70




Era moleque ainda, talvez dez ou onze anos. Havia uma amiga de minha irmã. Bem mais velha. Não, não é história de sacanagem, não. Ou melhor, é: só que de outro tipo de sacanagem. Essa amiga de minha irmã tinha um pequeno boteco, ali na esquina, quase perto da estação do trem, depois da ponte, à esquerda. Sim, vindo do centro, você passa a ponte, a ponte sobre o rio Verde, à esquerda, depois da linha do trem. Minha irmã morava numa pequena vila, logo depois. Então, essa amiga tinha um boteco: vendia doces, balas... Sei lá que ano era, talvez 1955, 1956, sei lá... Então, um dia, tomava eu conta do boteco de poucos fregueses e lá me chegou um moleque, um pretinho de uns sete, oito anos no máximo, morador ali proximo. Queria doces. Estendeu-me uma nota de cem... cem sei lá o quê... talvez , sim, cem cruzeiros... que era possivelmente uns cem reais hoje? Não sei, só sei que era nota alta... e os doces custavam centavos. Sem troco, nada de doces. Mas, não: o molequinho não queria troco, não, queria todos os doces que aquela nota pudesse comprar, todos... E todos os doces que aquela nota podia comprar era praticamente todos os doces que havia no boteco. Fiz um enorme pacote, feliz com a féria do dia, que iria apresentar à amiga de minha irmã, a Zezé. Pois, então: lá veio a Zezé e eu todo feliz, e ela entra e fica espantada: nenhum doce, nada, na pequena vitrina do boteco, tudo vazio. E eu lhe estendo feliz a nota de cem cruzeiros. Claro, ela não entende. Explico: um molequinho tinha comprado tudo, uma festa, acho, dissera ele. Sim, de fato, uma festa: todos os moleques do bairro se refestelaram com o pacotão de doces. O problema foi, depois, da Zezé: a mãe do menino queria de volta o dinheiro que ele roubara... Mas, aí, o que fazer? Fiquei durante muitos anos com dor na consciência pela surra que o menino levou... Fazer o quê, não é? E então, por que conto essa historia bobinha ou essa historinha boba? Por quê? Ora, porque isso ocorreu lá em Três Corações, terra do Pelé...

sábado, 25 de setembro de 2010

DEIXEM EM PAZ O MOLEQUE!




Há poucos dias, estarrecido, ouvi, pela rádio CBN, a seguinte história, inserida nos programetes que comemoram os cem anos do Corinthians:

Rivelino, talvez o maior craque e ídolo do time, teve que ser vendido porque teve a torcida foi jogada contra ele por uma série de artigos de um medalhão do jornalismo esportivo, que, à época, fez intensa campanha contra o craque, em sua coluna.

E mais: o tal medalhão se confessa, hoje, arrependido por ter feito aquilo com o craque!

Ora, ora: agora Inês é morta, cara-pálida.

Vejam o poder que tem alguém que escrevia/escreve em jornais ou faz análises e comentários através da mídia: ergue e destrói reputações.

Por isso, acho eu, o crítico deve ser crítico, sim, mas extremamente criterioso e justo em suas críticas. Não valem perseguições pessoais, ojerizas, rancores, incitações ao ódio ou ao preconceito, porque isso, definitivamente, não é bom jornalismo. Aliás, é péssimo jornalismo!

Ninguém está isento de erro. Mas não cabe à mídia acusar, julgar e condenar a quem quer que seja. E mesmo ao apresentar os fatos, encontrar o tom exato que não leve ao julgamento, ao linchamento público.

E, agora, vejo, mais uma vez estarrecido, a campanha da mídia ou de uma certa mídia contra o garoto Neymar, do Santos Futebol Clube.

Ora, gente: ele tem apenas 18 anos.

Nunca foi, não é e parece não ter nenhuma vocação para bad boy.

Fez algumas besteiras, que qualquer moleque de sua idade faz. Ainda mais com toda a badalação em torno de seu futebol, de sua permanência no Santos, de sua irreverência e alegria em jogar futebol, em “humilhar” adversários com seus dribles e jogadas desconcertantes.

Garrincha não fazia o mesmo? Não chamava a todos os seus tontos marcadores de joões? Se jogasse hoje, qual seria o tratamento da mídia mal humorada contra ele?

O que tem a mídia contra a alegria, a irreverência?

E há mais uma coisa estarrecedora: dão-lhe a fama de cai-cai, o que na gíria futebolística significa jogador dissimulado, “intocável” (que cai à toa), provocando juízes e jogando a torcida contra os homens de preto.

Então, fico me lembrando de um craque excepcional: o Reinaldo, do Atlético Mineiro.

Parou de jogar aos 28 anos, estourados os joelhos pelas entradas criminosas de beques furibundos, sob os olhares complacentes de árbitros imbecis, que achavam que Reinaldo também era um dissimulado, um cai-cai!

É o que estão fazendo com o menino Neymar!

Se ele errou, ao discutir com o ex-técnico do Santos e com alguns colegas do próprio time ou de times adversários, deve receber punição interna do seu clube. E a punição deve ser proporcional ao erro cometido. O que não justifica, absolutamente, abrir mão de seu talento em jogos importantes.

Tampouco implica ser “queimado” na Seleção, numa atitude absolutamente imbecil e corporativista do técnico Mano Menezes.

E, principalmente, não pode, não deve ser alvo dessa campanha sutil e absurda da mídia contra ele. Isso é simplesmente criminoso e não posso, em nome do bom futebol, concordar com o que estão fazendo: jogando a opinião pública e a a própria torcida do Santos contra o seu principal jogador, um jovem de 18 anos que pode se transformar numa das maiores revelações do futebol brasileiro dos últimos anos.

Espero que a torcida santista não entre no jogo sujo que parece esconder interesses ainda mais sujos dessa gente que manipula, que mente, que difama, escondida nas redações de telejornais, de emissoras de rádio, de jornais e revistas. Essa gente, que espero não ser a maioria da mídia, não merece que aceitemos suas regras de má convivência, de má crítica, de incentivo ao rancor e ao preconceito.

Deixem em paz o menino Neymar, para que ele possa corrigir seus erros e voltar a jogar futebol com alegria, como ele sabe fazer!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

NASCIMENTO E OCASO DE DOIS CRAQUES



Ronaldo Luís Nazário de Lima, 34 anos, jogador de futebol. Ronaldo Fenômeno.

Neymar da Silva Santos Jr, 18 anos, jogador de futebol. Neymar.

Duas vidas, duas trajetórias: Neymar, iniciando a difícil carreira de craque. Ronaldo, no ocaso de uma carreira de brilho e conquistas.

Ronaldo surgiu aos 16 anos como uma das maiores revelações do futebol brasileiro e, aos 18, vendido para o PSV Eindhoven, da Holanda, iniciou sua carreira de sucesso, de contusões e superações que lhe deram o apelido de Fenômeno.

Na verdade, a Holanda foi o começo de suas atribulações. Franzino, fizeram com ele um tratamento para ganhar força muscular. Porque, na concepção de certos treinadores, um centroavante deve ter massa, para enfrentar os zagueiros. Como isso, todo o seu metabolismo modificou-se. Primeiro, foram as contusões nos joelhos, fruto de duras rixas com zagueiros truculentos ou do ganho de peso a forçar as articulações, com longas paradas para tratamento e meses de difícil recuperação de operações que, provavelmente, em outros jogadores, decretariam o fim da carreira.

Ronaldo superou tudo e tornou-se o maior goleador de todas as Copas, um jogador de nível difícil de ser superado, no futebol mundial. Mas, a segunda consequência de seu ganho de massa foi a tendência para engordar, principalmente depois dos trinta anos. Agora, como jogador do Corinthians, já está há mais de três meses sem atuar, lutando contra a balança, pensando até mesmo em antecipar a aposentadoria, porque não consegue emagrecer.

Neymar. Considerado craque aos 18 anos, já com conquistas importantes como o Campeonato Brasileiro e Paulista, tem sido mais do que desejado por equipes europeias, dispostas a pagar seu peso em ouro para tê-lo.

E seu peso em ouro ainda é pequeno, porque Neymar, assim como Ronaldo, é um jogador franzino, leve e rápido. Se fosse para o exterior, conforme proposta quase irrecusável do poderoso Chelsea, da Inglaterra, com certeza passaria por um longo período sem jogar partidas oficiais, pois o time inglês, com certeza já tem craques demais em sua posição, e passaria também por um processo de ganho de massa muscular.Além de ter de se adaptar às condições de vida da Europa e do seu futebol, diferente dos trópicos, também seu corpo ainda em formação teria acelerado o metabolismo, com prováveis consequências futuras.

Mas Neymar e o seu clube, o Santos, entraram em acordo: continua no Brasil.

Não sei se em termos financeiros Neymar ganhou ou perdeu. Possivelmente, perdeu. Mas deixa uma lição importante: é necessário preservar os meninos bons de bola da ganância de um futebol – o europeu – rico e poderoso, que é uma verdadeira máquina de construir e destruir craques.

Se Ronaldo venceu e ganhou muito dinheiro, as consequências disso estão claras para todos: aos 34 anos, não consegue mais jogar futebol, quando a vida útil dos atletas atuais tem chegado cada vez mais tarde, graças aos avanços da medicina esportiva e dos modernos meios de preparação física.

O dia do fico do Neymar torna-se, assim realmente importante como exemplo de que é possível segurar os garotos bons de bola, para que eles amadureçam seu futebol e, mais do que isso, terminem de formar seu corpo de maneira mais natural, com o trato da bola em termos de desenvolvimento técnico e tático de um futebol – o brasileiro – que começa a perder sua beleza e criatividade justamente por deixar ir embora tão cedo talentos ainda em formação.

Quase todos os garotos que vão embora cedo, com certeza ganham mais do que se ficassem no Brasil, mas também se perdem nos meandros de times de pouca expressão e, de promessas de craques, tornam-se apenas bons jogadores, acima da média, mas muito abaixo do potencial que o futebol brasileiro poderia lhes proporcionar.

Ronaldo e Neymar – ocaso e começo de carreira – são dois casos que chamam a atenção dos dirigentes e empresários de futebol para refrearem sua ganância, para que possamos recriar a beleza e a alegria do jogo, com a permanência, pelo menos por mais alguns anos, das nossas jovens promessas.

Ou seja, é possível, sim, manter por um pouco mais de tempo craques que surgem.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

SANTOS NA LIBERTADORES DE 2010



O risco de desmonte é grande. Porque há muitos interesses – financeiros, claro – envolvidos. E ganância.

Serão muito burros os empresários donos da maior parte dos contratos dos jovens jogadores do Santos. Porque eles são, realmente, muito jovens.

Por exemplo, Neymar.

Com 18 anos, seria um crime mandar esse moleque para o exterior, apenas por alguns milhares de euros. A espera (é claro, com todos os riscos, mas quem não arrisca...) até os seus 21 ou 22 anos, já consolidado como craque e (por que, não?) até como campeão do mundo, fará com que seu valor chegue a alturas estratosféricas, se não se perder pelos caminhos, amores e desamores da vida, pela complacência dos juízes que não punem botinaços de zagueiros grossos e violentos...

Além disso, é preciso preservar a magia.

O que, convenhamos, convence pouco o cérebro congestionado de euros dos empresários e dirigentes de nosso futebol.

Mas, tentemos, pelo menos, protestar.

No ano que vem, o Santos disputará a Libertadores. Independentemente de quantos ou quais títulos ainda venha a conquistar até lá, podemos sonhar com essa equipe dando trabalho aos retranqueiros da América do Sul.

Os meninos do Santos nos deixam mal acostumados.

Mesmo quando o time perde ou não joga tão bem, lá estão eles insistentemente no ataque, buscando não apenas o gol, mas a mais bela jogada, o drible desconcertante, a velocidade dos passes, a chegada rápida na frente do gol.

Um verdadeiro tormento para as defesas.

Futebol verdadeiramente arte. Que acaba nos viciando: quando assistimos a uma partida normal, tudo parece ficar sem sal, aborrecido, previsível.

Porque os meninos do Santos são isto: o raio que é sempre o mesmo, mas totalmente diferente em cada brilho.

Então, esperemos que, para a Libertadores, tenhamos a base desse time – com os mesmos meninos que nos alegram – a açoitar as defesas de los hermanos, com o apetite de moleques e a grandeza de craques que eles já deverão ter-se tornado até lá.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

FORA DE SÉRIE


Talento não tem idade. Surge, assim, de repente, num lampejo. Mas precisa ter continuidade, confirmação, regularidade. Muitos talentos se perderam no mundo, porque a cabeça não era boa. Porque as tentações são grandes: muito dinheiro, vida fácil, baladas... Mas, quando surge, mesmo que seja um cometa, a riscar os gramados com sua arte, cantemo-lo...

Por isso, publico, abaixo, a crônica do XICO SÁ, publicada dia desses na FOLHA. Aprecie-a, caro amigo, e concorde com ele e comigo: cantemos o talento, o fora-de-série, porque o futebol precisa, e muito, desse tipo de jogador.

Aprenda com o Ganso




XICO SÁ



AMIGO TORCEDOR, amigo secador, você já viu o Ganso em campo? Não estou falando na limitadíssima telinha e muito menos do alcance das câmeras, que veem mas não mostram a força dramática da arena, exibem o homem com um filtro que não representa, para o bem ou para o mal, a sua complexidade, a sua inteireza.



Porque não me venha, meu caro, com essa onda de que o simples existe quando tratamos da monstruosidade humana, seja no futebol ou no teatro, seja no esporte, na firma, no almoxarifado ou em um almoço de domingo com a família. Fora o feijão com arroz e os três acordes do punk rock, só é possível gosto e beleza na essência das complicações.



Repare no amor, por exemplo. É fácil? Veja a mulher que passa agora na calçada. Não carece TPM ou lua cheia, é linda e complicada por natureza. Eis a graça de estar vivo. Não me venha com facilidades que desconfio da esmola.



O mal do futebol é que alguns sabichões, sobretudo os técnicos, o tomaram apenas por um jogo, uma modalidade, ignorando a dramaturgia da existência que o danado embute.



O futebol não é simples, é a nossa manifestação mais barroca, com seus adornos, enfeites, anjinhos e firulas.



O futebol é uma velha igreja de Ouro Preto ou de Olinda. Com seus mistérios, vozes e barulho de correntes de escravos depois da meia-noite.



Aí vêm os mauricinhos da objetividade e dizem: façamos o mais simples, não compliquemos as coisas. Pelo amor de Deus, sem complicação não há beleza. E a beleza, como dizia o poeta mais feio da França, é a promessa de felicidade. A felicidade possível. Complique, meu filho, complique, é o que digo para os meus enteados. A vida é labiríntica e nunca caberá em uma prancheta, mesmo com letrinhas pequenas de bula de remédio.



Então, amigo, você já viu o Ganso em campo? Não o espere em SP, vale uma Vila, não importa para que time se devote. Almoce na praia e, na arquibancada, apresente, para mulher e pimpolhos, muito prazer, minha ideia de futebol é aquele 10, estão vendo? Seguramente os seus tesouros, viciados na TV, estarão de olho na bola neste momento. Aí é que está a pobreza de ver jogo apenas na tela e não no estádio. Ganso joga com e sem ela, abrindo caminhos, arquiteto de vácuos.
Já reparou que muitos passes dele (assistência é a vovozinha!) não são bem compreendidos?



O inferno são os cordeiros treinados apenas para a simplicidade.









http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk3007201020.htm

sábado, 24 de julho de 2010

MANO, O TERTIUS




Pois, é: temos treinador.

Depois da lambança da CBF, anunciando o Muricy Ramalho, como treinador da Seleção Brasileira, e o veto do Fluminense à sua saída, Ricardo Teixeira anunciou Mano Menezes, técnico do Corinthians como sucessor do Dunga.

Mano era a terceira opção. Depois de Luís Felipe Scolari, o preferido, e o já citado Murici. Considera-se o segundo, mas isto não tem a mais mínima importância, diante do desafio que ele vai encarar daqui para frente.

Como técnico do Corinthians, Mano até fez um bom trabalho: não tem um grande time, mesmo com alguns medalhões, como Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos. No entanto, o Corinthians joga com consistência, sabendo o que fazer com a bola, mantendo uma regularidade impressionante, com poucas derrotas e muitas vitórias. Mesmo quando não ganha ou não joga bem, é difícil, muito difícil, marcar mais de um gol na sua sólida defesa.

Na Seleção, o desafio é outro.

Na Seleção, um treinador tem duas opções: 1) tem uma concepção de jogo pré-definida e convoca os jogadores que melhor possam pôr em prática seu esquema ou, 2) convoca os melhores jogadores de cada posição e tenta estabelecer , com eles, um padrão de jogo.

Para isso, é o selecionador.

Não sei em qual categoria vai-se enquadrar o Mano Menezes. Só sabemos que não é um grande estrategista, desses que mudam o rumo de uma partida com uma modificação de peças em campo, nem um grande renovador, já que trabalha no clube com jogadores veteranos, não tendo revelado nenhuma novidade que já estivesse há muito tempo no Corinthians.

Então, sua passagem pela Seleção Brasileira pode-se dizer que é algo a ser testado, verificado, observado e, como sempre, criticado. Por enquanto, a imprensa especializada, sempre extremamente crítica quando se trata de seleção, está na expectativa: todos o conhecem, mas na verdade, ninguém o conhece.

Uma coisa já me preocupa: quase não encontrei caricaturas do Mano na internet. Um treinador de um time como o Corinthians não ter inúmeras caricaturas significa que não é uma pessoa, assim, tão de destaque, ou seja, é um cara que não provoca arroubos – tanto de ódio quanto de amor. E na Seleção? Será que continuará sendo um sujeito sem brilho, sem luz, sem grandes entusiasmos, sem polêmicas? E sem carisma?

Portanto, Mano Menezes é uma aposta. Um cheque quase tão em branco quanto o que foi dado ao Dunga, apesar de seu currículo. Que não é tão extenso assim, diga-se. Pelo menos, é um profissional com alguma experiência ao lado das quatro linhas do campo, e não totalmente jejuno como o ex-treinador.


A primeira prova será na próxima segunda, quando convocará pela primeira vez a Seleção (com apenas jogadores que jogam no Brasil), para o jogo contra os Estados Unidos, dia 10 de julho.

Vamos aguardar e torcer, já que não se pode fazer outra coisa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

DEPOIS DA COPA – 5


COPA DO MUNDO: PAIXÃO E REALIDADE



Sem dúvida nenhuma, a Copa do Mundo de Futebol emociona, por seu nível de competição, pela paixão provocada, pela mobilização de centenas de atletas, pela prestígio dado ao país sede, enfim, por tudo que envolve um dos maiores eventos do planeta.

Realizada a cada quatro anos pela FIFA, não nos iludamos, no entanto, com suas características puramente esportivas. A FIFA é uma entidade (ou empresa) que conta em seus quadros com mais filiados do que as Nações Unidas. A Copa do Mundo é um evento que tem, sim, por objetivo encantar o mundo, divulgar o futebol, atrair multidões, mas, tem também o condão de tornar mais poderosa ainda a toda poderosa FIFA, enchendo os seus cofres de bilhões de dólares.

São mobilizados recursos e força humana inauditos, para a realização de uma Copa do Mundo. Ela precisa ter repercussão mundial, para manter e, principalmente, aumentar o número de filiados da FIFA. Traz em seu bojo mil promessas, através de um marketing devastador, capaz de passar por cima de diferenças e de guerras entre as nações, para embalar sonhos e fantasias de bilhões de pessoas que se reúnem em estádios majestosos ou em torno de aparelhos de televisão em todo o mundo.

Há, portanto, interesses, muitos interesses, de todos os tipos, em torno de uma Copa do Mundo: políticos, promocionais, emocionais, particulares ou coletivos, mas principalmente, muitos interesses comerciais. Há dinheiro demais envolvido. E quando há muito dinheiro, há muita cobiça, muita rivalidade, muito jogo sujo. Os estádios maravilhosos, os jogos, a torcida, o envolvimento todo o povo de um país, a alegria pelas vitórias e a tristeza pelas derrotas, a valorização de jogadores e sua comercialização pós-evento, tudo isso é apenas a ponta do iceberg da Copa do Mundo. Sob tudo isso, há rios de dinheiro correndo, mudando de bolsos, enchendo os cofres de patrocinadores, de construtores, de marketeiros, de políticos, de um mundo de gente, enfim, que lucra e lucra muito com a realização da Copa do Mundo.

Afora isso, como dissemos, mobiliza corações e mentes de um planeta que, durante quarenta dias, corre atrás de uma bola, encanta-se com o mais belo e perfeito jogo coletivo que a imaginação do homem já inventou – futebol.

Aos que lucram, o lucro lhes seja o devido – leve ou pesado. Mas, a nós, amantes do futebol, que não nos tirem a emoção de um jogo bem jogado, de gols maravilhosos, de vitórias comemoradas e derrotas mais do que sofridas. Que viva, enfim, o futebol. Porque só ele é que interessa a nós, pobres, muito pobres mortais.

sábado, 17 de julho de 2010

DEPOIS DA COPA – 4


Arbitragem: um problema insolúvel







Merece um pouco mais de reflexão a arbitragem da Copa do Mundo da África. Principalmente porque ainda se está muito longe de termos árbitros e assistentes (preferia juízes e bandeirinhas, mas tudo bem!) realmente bem preparados para apitar jogos de tão grande importância.

Repito: preparados. Porque a Fifa pode e deve dar aos juízes da Copa o mesmo cuidado, a mesma preparação que os técnicos fazem com os jogadores. Escolha criteriosa, muito treino, muita preparação física e muito cuidado com a mente desses homens, principalmente com seu estado emocional.

Por que digo isso? Porque a Fifa reluta e acho que não vai adotar, pelo menos tão cedo, meios extracampo, como chips e instrumentos eletrônicos, para evitar erros de juízes.

Façamos um pequeno exercício de análise do futebol.

O futebol não é e não pode ser um jogo mecânico, exato, cientificamente planejado e analisado. Porque, dentre todos os esportes coletivos, é o jogo mais humano, diria até demasiado humano, sujeito a falhas e erros. Aliás, pode-se dizer que o erro é o principal elemento de um jogo de futebol: ganha-se muito mais em função do erro do adversário do que da própria construção de jogadas espetaculares. Não que essas não existam ou não devam existir. Mas é a única competição em que times de categorias diferentes se encaram e o mais fraco tem boas possibilidades de vencer o mais forte. Já vimos isto muitas e muitas vezes: o time fraco se defende (e defender-se é uma arte tão bela e eficiente quanto atacar) e espera o erro do adversário, para golpeá-lo e, muitas vezes, vencê-lo.

Os grandes craques fazem, sim, a diferença em campo. Mas, porque são humanos e têm lampejos que outros não têm. Sabem utilizar a fraqueza do adversário: constroem suas jogadas geniais em cima do erro do outro, do titubeio do outro, do temor do outro. E podem, muitas vezes, ser anulados justamente pelos mesmos motivos, invertidos: o erro do craque, o seu titubeio ou o seu receio de errar ou de se machucar.

Então, exatamente porque, dentro de campo, o erro, a falha, a furada, o gol perdido, o frango, o escorregão, o chute sem direção, o gol contra, a escalação ou a substituição equivocadas, enfim, tudo o que sai errado é que, muitas vezes, determina a vitória ou a derrota de uma equipe, também os erros de arbitragem, por mais absurdos que os julguemos, fazem parte dessa mesma epopeia que é um jogo de futebol.

Se tirarmos o erro do futebol– seja ele do árbitro, do técnico, dos jogadores, até mesmo dos dirigentes – ele pode perder essa chama de paixão que o alimenta e que faz com que choremos ou riamos, que nos deseperemos ou cantemos, que nos admiremos ou que extravazemos nossa raiva diante de uma partida de nossa equipe, mesmo que esse jogo de nada valha em relação à conquista de um título. A partida mais aborrecida pode, de repente, tornar-se emocionante, no minuto final, por um erro idiota de qualquer um dos participantes. E ficará em nossa memória o minuto final da grande vitória ou da grande derrota, e não os noventa minutos anteriores de tédio e sonolência.

Então, por isso, somente por isso, eu acredito que os dirigentes da Fifa, que podem ser tudo menos desconhecedores da magia do futebol e do que ele desperta em todas as pessoas, não irão fazer absolutamente nada que o torne mais científico, mais frio, menos sujeito aos tormentos da emoção, com a adoção de medidas mecânicas ou eletrônicas de controle desse furacão, desse maremoto, que é o erro de seus árbitros. Poderão, quando muito, adotar algumas medidas paliativas para tentar evitar que um gol seja anulado ou marcado porque não se percebeu que a bola atravessou ou não a linha divisória da meta. Porque isso, somente isso, seja, talvez, fazer justiça.

Embora saibam que futebol nunca foi, não é e nunca será algo realmente justo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

DEPOIS DA COPA – 3

SÓ PODIA TER SIDO NA ÁFRICA


Algumas curiosidades, alguns fatos diferentes que só aconteceram durante esta Copa, na África do Sul, em 2010:

1. A bola. Batizada de Jabulani, virou estrela da Copa. Construída como a mais perfeita esfera já projetada para rolar em campos de futebol, foi criticada por vários jogadores. Chamada até mesmo de “espírita”, já que sua trajetória era vária e estranha, deu muito trabalho aos goleiros e proporcionou-lhes momentos de constrangimento, como o famoso frango do goleiro inglês, Green, no empate de um a um contra os Estados Unidos:


2. França. A seleção francesa deu vexame dentro e fora de campo. Dentro de campo, empatou por zero a zero com o Paraguai, perdeu para o México por dois a zero e para a África do Sul por três a dois. Fora de campo, brigas internas, confusões, xingamentos e até o desligamento de um jogador, o Tierry Henri, fizeram com que voltasse mais cedo para casa, no meio de uma crise que provocou até a intervenção do governo francês. Vexame total.



3. Vergonha. Não foi só a França, useira e vezeira em vexames, que, desta vez, perdeu o rumo: também seleções cotadas para o título, como Inglaterra e Itália, tiveram seu quinhão de desgraça nesta Copa. A Inglaterra só ganhou da Eslovênia (um a zero), o que não foi suficiente e voltou para casa de cabeça baixa. A Itália fez pior: não conseguiu ganhar de ninguém, numa chave que tinha Paraguai (empatou), Nova Zelândia (empatou) e Eslováquia (perdeu por três a dois): vergonha total.


4. Dunga. Fez o que todo mundo dizia para não fazer: não levou reservas à altura dos titulares e confiou num jogador que, embora jogue bem, não tem estabilidade emocional, Filipe Melo. Este mais um mistério da seleção brasileira: por que o time fez um brilhante primeiro tempo contra a Holanda e se descontrolou no segundo tempo, permitindo uma virada que, normalmente, não podia acontecer?



5. Vuvuzela. Vuvuzela não é cultura: é só uma corneta de plástico que vendeu milhões, numa jogada esperta de alguma empresa da China, e atormentou todos, absolutamente todos os que acompanharam os jogos da Copa, seja nos estádios, seja pela televisão. Não pode vir para o Brasil, em 2014, nem que a vaca tussa. Providências urgentes!




6. Árbitros. Até que começaram bem, durante os primeiros jogos da fase de classificação. Mas logo, logo, puseram as manguinhas de fora: erros crassos (prejudicando principalmente a seleção americana), como não ver o gol da Inglaterra contra a Alemanha (a bola ultrapassou mais de trinta centímetros a linha de gol); como permitir a violência em campo (não só os holandeses bateram, mas também a seleção de Gana, além de muitos outros jogadores de muitas seleções, que abriram a caixa de ferramentas); como marcar impedimentos absurdos, enfim, uma lástima!


7. A maior bobagem da Copa. Aliás, não exatamente da Copa, mas relacioanada a ela: o tal polvo chamado Paul que “acertou” todas as partidas da Alemanha e ainda “apontou” o vencedor. Se foi uma bobagem, em que algumas pessoas acreditaram, pelo menos serviu como diversão.




8. Pé frio. Também outra bobagem da Copa, mas que correu mundo e também divertiu muita gente, principalmente brasileiros e argentinos: o Mick Jagger! Torceu para os Estados Unidos e eles perderam; torceu para a Inglaterra, e ela perdeu; torceu para o Brasil, e o Brasil perdeu... Será que torceu, também, para a Argentina? Enfim, ganhou fama de pé frio e isso é que nem grude: pegou, grudou!



9. Maradona. Deu um show à parte, como estrela de um time cheio de estrelas e que só ganhou de “galinhas mortas”, como Nigéria (um a zero),Coreia do Sul (quatro a um), Grécia (dois a zero), México (três a um). Quando encarou “cachorro grande” (Alemanha), levou um baile de deixar qualquer técnico com a cara no chão. Além disso, o mundo inteiro passou a torcer contra ele, quando disse que ficaria pelado se a Argentina ganhasse a Copa. Ora, ninguém merece ver o Maradona pelado! Além disso, assim como o Dunga, precisa aprender muito, para vir a ser realmente um bom treinador.




10. Holanda. Venceu todos os seus jogos, até perder a final. Mas protagonizou o segundo pior jogo da Copa (o pior foi Paraguai e Nova Zelândia): contra a Eslováquia, pelas oitavas de final. Ganhou por dois a um, porque o segundo gol saiu de uma das maiores bobeiras da Copa: falta na linha divisória do campo, toda a defesa da Eslováquia ficou reclamando do juiz, enquanto os holandeses batiam a falta e faziam o gol. Um jogo chato, violento e sem nenhuma técnica.



11. Brasil e Holanda. Quando os holandeses entraram em campo com uma camisa em que estavam, lado a lado, a bandeira holandesa e a brasileira, os jogadores brasileiros já deviam ter desconfiado de que coisa boa não podia sair dali. Pois, é: não saiu.



12. Galvão Bueno. O narrador que o Brasil inteiro ama odiar ou odeia amar protagonizou, sem querer, o mico da Copa. A campanha “cala a boca, Galvão” ganhou o mundo via Twitter, quando alguns brasileiros espertinhos disseram aos gringos que “cala a boca” significava “salvem” e “Galvao” (sem til) era um pássaro em processo de extinção. Inventaram até uma fundação ecológico-salvacionista do pássaro “galvao”. Cada vez que tuitassem a frase “cala a boca, galvao”, essa fundação receberia um centavo de dólar!



13. Uruguai. O patinho feio virou cisne durante a Copa. Classificado na repescagem das eliminatórias sul-americanas, chegou sem nenhum prestígio, como, aliás, vem acontecendo há muito tempo (desde a Copa de cinquenta, para ser preciso). Mas, conquistou o mundo com demonstração de garra e de persistência. Além de ter protagonizado a partida mais eletrizante da Copa, contra Gana, quando seu centroavante evitou o gol com a mão, em cima da linha, foi expulso e comemorou, fora de campo, a cobrança do penalti no travessão e para fora no último minuto da partida. Jogou a prorrogação e teve sua classificação garantida nas cobranças de pênalti. Ou seja, classificou-se graças a uma jogada de mão. E depois encarou a Alemanha e, mesmo perdendo por três a dois o terceiro lugar, saiu da África do Sul de cabeça erguida, tendo um de seus jogadores – o Forlan – escolhido como o melhor da Copa.




14. Promessas da Copa. Chegaram com pinta de donos da bola, de serem capazes de decidir partidas, de dar espetáculo, de fazer jogadas maravilhosas. Voltaram para casa sem nada apresentarem, sem nem mesmo marcar um só gol que os consagrasse ou que os livrasse do vexame de promessas não cumpridas. Estão neste time: Kaká, do Brasil; Rooney, da Inglaterra; Messi, da Argentina e Cristiano Ronaldo, de Portugal (esse ainda marcou um golzinho estranho, na ainda mais estranha goleada contra a fraquíssima Coreia do Norte).








quinta-feira, 15 de julho de 2010

DEPOIS DA COPA – 2


ESPANHA, CAMPEÃ


O jogo-chave da Copa do Mundo da África, para definir a seleção vencedora, foi Espanha contra Alemanha. Havia a certeza de que quem ganhasse, venceria a Copa. E foi o que realmente aconteceu.

Eram as melhores seleções – Espanha e Alemanha. Tinham apresentado um futebol bonito, de toques rápidos e muito efetivo, com favoritismo dos alemães, principalmente depois de duas goleadas em seleções consideradas fortes ou até favoritas: quatro a um na Inglaterra e quatro a zero na Argentina.

Até se lamentava um pouco que espanhóis e alemães não fizessem a final da Copa.

Nessa partida, a Alemanha fez seu pior jogo. Não conseguiu se impor ante o toque veloz e hábil da Espanha. Não teve força no contra-ataque e acabou perdendo o jogo por um a zero.
Estava aberto o caminho para a consagração da Espanha.

Só não se esperava que a Holanda endurecesse tanto o jogo, principalmente com o uso de faltas violentas e de uma marcação forte e sem trégua aos hábeis espanhóis, que tiveram muita dificuldade para vencer a retranca holandesa.

E a Holanda até poderia ter vencido o jogo e a Copa. Se, como diziam os antigos cronistas, os deuses do futebol não tivessem intervindo. Num contra-ataque rápido, o tanque holandês, Robben, só não fez o gol porque não tem, realmente, o cacoete de craque, não tem a sutileza dos goleadores, como Pelé, Maradona, Ronaldo Fenômeno ou, até mesmo, Luís Fabiano. E o pé salvador de Casillas também estava ali, não se bem como: desviou a bola com o calo do dedinho mínimo do pé direito. Se a Holanda tivesse feito esse gol, não haveria prorrogação, porque não daria a menor oportunidade à Espanha de empatar a partida.

A Espanha, no entanto, não é uma seleção imbatível. Tanto que começou perdendo da Suíça por um a zero, num jogo que poderia tê-la colocado fora da Copa. Se toca bem a bola, se tem jogadores habilíssimos, não tem a fome de gol de uma seleção vencedora. Tanto que fez pouquíssimos gols e suas vitórias foram sempre muito magras: fez dois a zero na fraca Honduras, dois a um no valente Chile (na fase de classificação) e depois só teve magras vitórias de um a zero em cima de Portugal, do Paraguai, da Alemanha. E só venceu a Holanda no segundo tempo da prorrogação.

Enfim, a Espanha mereceu, sim, ser campeã. Principalmente porque, se ganhasse a Holanda, teríamos tido um triste final de Copa, porque os holandeses não tinham futebol para chegar ao título. Chegaram à final graças à incompetência dos brasileiros, naquele jogo lamentável de que todos se lembram.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

DEPOIS DA COPA - 1

Classificação final da Copa da África:



1. ESPANHA
2. Holanda
3. Alemanha
4. Uruguai
5. Argentina
6. Brasil
7. Gana
8. Paraguai
9. Japão
10. Chile
11. Portugal
12. Estados Unidos
13. Inglaterra
14. México
15. Coreia do Sul
16. Eslováquia
17. Costa do Marfim
18. Eslovênia
19. Suíça
20. África do Sul
21. Austrália
22. Nova Zelândia
23. Sérvia
24. Dinamarca
25. Grécia
26. Itália
27. Nigéria
28. Argélia
29. França
30. Honduras
31. Camarões
32. Coreia do Norte

domingo, 11 de julho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 40

Vigésimo quinto dia: 11/7/2010 – FINAL:





HOLANDA 0X1 ESPANHA




Primeiro tempo. A Espanha começa melhor e quase marca. Mas, logo a forte marcação da Holanda se impõe. E o jogo se torna feio, truncado e faltoso. Muitos cartões amarelos são distribuídos. As duas seleções não conseguem sair das armadilhas que uma armou para a outra, ou seja, marcação adiantada e diminuição dos espaços. A Espanha não consegue tocar a bola e a Holanda não consegue nem atacar nem contra-atacar.Termina o primeiro tempo, sem que nada de emoção ou de futebol aconteça em campo. Um jogo muito, muito ruim, em termos técnicos. Segundo tempo. A Holanda começa melhor. Robben perde um dos gols mais feitos da Copa, numa arrancada espetacular em que chegou na frente de dois zagueiros espanhóis: Casillas tirou com a ponta do pé. A Espanha reequilibra o jogo e chega a sua vez de perder também um gol feito. Termina o jogo.

PRORROGAÇÃO: O primeiro tempo começa nervoso, com as duas seleções errando muito. Mas a Espanha parece reencontrar o seu jogo e ameaça. O segundo tempo da prorrogação aumenta o nervosismo em campo. Os espanhóis jogam melhor. Então, Fábregas toca para Iniesta livre, pela primeira vez, dentro da área: ele bate forte, a bola ainda resvala na mão do goleiro e estufa as redes holandesas. Não há mais tempo para nada, apesar de todo o esforço desesperado da Holanda para empatar o jogo.
Espanha: campeã do mundo!



sábado, 10 de julho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 39


Vigésimo quarto dia: 10/7/2010 – Decisão do terceiro lugar



URUGUAI 2x3 ALEMANHA



Primeiro tempo. Alemanha começa melhor e domina. Chove muito. Aos 18, Schweinsteiger chuta de longe, no meio do gol e Muslera rebate nos pés de Müller. Um a zero, Alemanha. O Uruguai tenta reagir e chega a equilibrar o jogo, que fica mais aberto, com boas jogadas de ambas as equipes. Aos vinte e nove, Schweinsteiger tenta um drible no meio do campo, é desarmado e a bola sobra para Suárez, que toca para Cavani empatar o jogo. Uruguaios e alemães ainda criam algumas oportunidades de gol, mas o primeiro tempo termina. Segundo tempo. A Alemanha parece melhor, mas quem marca é o Uruguai: numa bela jogada pela direita, Arévolo cruza para Forlan fazer um belo gol de voleio. No entanto, aos onze minutos, Muslera sai catando borboletas num cruzamento da direita, e Jansen faz de cabeça. O jogo prossegue com oportunidades de ambos os lados, com lances bonitos e muita disputa. Aos trinta e sete, novamente num cruzamento da direita, a defesa uruguaia falha e Kedhira marca. Os uruguaios lutam desesperadamente pelo gol de empate e têm a oportunidade aos quarenta e oito minutos, numa falta perto da área: Forlan bate no travessão. É o último lance do jogo. Alemanha fica com o terceiro lugar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 38




DECISÃO DO TERCEIRO LUGAR
10/72010
15h30

URUGUAI X ALEMANHA


FINAL
11/7/2010
15h30

HOLANDA X ESPANHA

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 37


Vigésimo terceiro dia: 7/7/2010 – SEGUNDA SEMIFINAL



ALEMANHA 0x1 ESPANHA



Primeiro tempo. A Espanha tem o domínio do jogo, com posse de bola de mais de dois terços do tempo, mas não entra na área da Alemanha, nem chuta de longe. A Alemanha, por sua vez, faz a tradicional marcação com as famosas duas linhas de quatro e, às vezes, com todos os seus jogadores, e tenta alguns poucos contra-ataques. Mas, nada, absolutamente nada, acontece. Nem faltas, apenas duas ou três em todo o primeiro tempo, que termina como começou: com a Espanha atacando e a Alemanha se defendendo. Segundo tempo. A Espanha imprime um pouco mais velocidade ao jogo e tenta alguns arremessos de fora da área. Sem sucesso. Aos vinte e quatro, num raro ataque, a Alemanha é que perde o gol, numa defesa do Casillas. Aos vinte e oito, escanteio para a Espanha. Até agora, só havia batido escanteios curtos. Ao levantar na área, o zagueiro Puyol entra como uma flecha no meio da defesa alemã, para fazer o único gol da partida e colocar a Espanha na final. Nos quinze minutos finais, a Alemanha tenta fazer o que não fez no jogo inteiro: atacar. Num contra-ataque, de dois espanhóis contra um zagueiro alemão, Pedro não passa a bola para o companheiro bem colocado e a Espanha deixa de fazer mais um gol e sofre um pouco a pressão até os quarenta e oito minutos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 36

Vigésimo segundo dia: 6/7/2010 – PRIMEIRA SEMIFINAL



URUGUAI 2x3 HOLANDA




Primeiro tempo. Prevalece a forte marcação uruguaia e os holandeses nada criam. Aos dezessete, Van Bronckhorst tenta da intermediária e faz um dos mais belos gols da Copa, no ângulo esquerdo de Muslera. O Uruguai parece sentir o gol, demora um pouco a acertar a marcação, mas recupera-se. Volta o jogo à normalidade, sem oportunidades nem para um nem para outro. Mas, aos quarenta minutos, é a vez de Forlan experimentar de longe, um chute forte, alto, no meio do gol: mal colocado, o goleiro aceita. Termina o primeiro tempo, com empate e com o jogo totalmente indefinido. Segundo tempo. Holanda toma a iniciativa, mas o Uruguai consegue equilibrar até os vinte e cinco minutos, quando, impedido, o ataque holandês faz dois a um. E aos vinte e nove, Robben, de cabeça parece decretar a derrota uruguaia. Aos quarenta e cinco, numa cobrança de falta, o Uruguai volta para o jogo, fazendo o seu segundo gol. A partida incendeia-se, nos minutos finais, com pressão total dos uruguaios e a Holanda se defendendo como possível. Isso vai até os cinquenta minutos, quando o apito final põe a Holanda na final da Copa da África.

sábado, 3 de julho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 35


SEMIFINAIS




6/7/2010

15h30


URUGUAI x HOLANDA


7/7/2010

15h30

ALEMANHA X ESPANHA

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 35



Vigésimo primeiro dia: 3/7/2010 - Quartas de final:





PARAGUAI 0x1 ESPANHA




Primeiro tempo. A Espanha não consegue tocar a bola, diante da forte marcação paraguaia. E chega a correr alguns riscos, nos contra-ataques. E fica um jogo morno, sem emoções. Segundo tempo. Os espanhóis voltam melhores, mas não conseguem chegar à área do Paraguai, que mantém a marcação forte e, às vezes, no campo da Espanha. Aos trinta minutos, numa cobrança de escanteio, pênalti para o Paraguai. Cardozo cobra e o goleiro pega. Coloca a Espanha no ataque e é a vez da zaga fazer pênalti. A cobrança vai para o gol, mas o juiz anula, alegando invasão. Na sequência, o goleiro paraguaio defende o pênalti e ainda faz falta no atacante espanhol, no rebote, mas o juiz não marca nada. O jogo se torna dramático, até que, aos trinta e oito minutos, num contra-ataque rápido, a Espanha consegue o gol da classificação. E o Paraguai toma o caminho de volta para a casa.

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 34

Vigésimo primeiro dia: 3/7/2010 - Quartas de final:


ALEMANHA 4x0 ARGENTINA



Primeiro tempo. A Alemanha faz o gol mais rápido da Copa, até aqui: cobrança de falta pela esquerda e cabeçada de Miller, aos três minutos. Desenha-se uma goleada? Não, a Argentina, aos poucos, recupera-se e equilibra o jogo, mas não consegue penetrar na sólida defesa alemã. E os alemães ainda perdem algumas chances de gol. Segundo tempo. Os argentinos voltam jogando melhor, tocando a bola e envolvendo a seleção alemã. Mas, continua não conseguindo entrar na área e concluir ao gol adversário. A Alemanha prepara sua armadilha: dá a posse de bola aos argentinos e começa a contra-atacar. Com isso, os gols saem com certa facilidade. Entram pela defesa portenha em ritmo de tango e completam a goleada com mais três gols. Classificam-se para as semifinais os alemães, e a Argentina de Maradona toma o caminho de volta para casa.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 33

Vigésimo dia: 2/7/2010 - Quartas de final:



GANA 1x1 URUGUAI



Primeiro tempo: vinte minutos de domínio do Uruguai, que perde algumas boas oportunidades. Depois some de campo e Gana domina e sufoca. Aos quarenta e seis minutos, num chute de longa distância, Muntari faz um a zero para Gana. Segundo tempo começa equilibrado:os uruguaios voltam mais acesos e empatam aos oito minutos, numa cobrança de falta perfeita de Forlan. O jogo segue com várias alternativas de gol de ambas as seleções, mas termina empatada.

Prorrogação. Gana domina, mas não consegue o gol. Uruguai tem algumas poucas oportunidades. Aos quinze minutos do segundo tempo, jogada confusa na área paraguaia e o zagueiro tira com a mão o gol certo de Uganda, é expulso. Já nos acréscimos, Gyan cobra o pênalti no travessão.


Cobranças de lances livres a partir da marca do pênalti: Gana e Uruguai empatam no erro de cobranças. Mas Gana volta a errar outra cobrança e os uruguaios se classificam com uma batida de “cavadinha” do Louco Abreu, jogador do Botafogo. E assim, o Uruguai vai enfrentar a Holanda, na semifinal, graças à mão salvadora de seu zagueiro, no último minuto da prorrogação.

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 32

Vigésimo dia: 2/7/2010 - Quartas de final:

BRASIL 1x2 HOLANDA


Um bom primeiro tempo do Brasil: anulou as ações holandesas e fez um a zero, com Robinho. Segundo tempo: bola lançada na área brasileira, todos falham, inclusive Júlio César. E a Holanda empata o jogo. Quando se esperava uma reação brasileira, numa cobrança de escanteio, nova falha da defesa brasileira e os holandeses mandam para casa o time brasileiro.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

ANOTAÇÕES DA COPA DA ÁFRICA – 31


VISTA ASSIM DE LONGE, A COPA DO MUNDO ATÉ PARECE NORMAL, MAS...


1. Arbitragem. Até que começaram bem os árbitros da Copa. Pareciam preparados. Cometeram poucos erros nos primeiros jogos. Mas... foi só no começao, porque depois a coisa desandou. Bola dentro do gol, que todo mundo viu, menos os árbitros; impedimentos escandalosos, com gol validado; complacência com a violência de alguns jogadores; enfim... não é desta vez que teremos uma Copa isenta de lambanças de árbitros.

(Olha aí o Tévez impedido, marcando gol)


2. Piores jogos. Sem dúvida, Holanda e Eslováquia, em primeiro: foi o jogo do vem, que eu vou e não vou porque ele vem, ou seja, ninguém jogou nada; em segundo, Paraguai e Japão, no jogo do muito esforço por nada: correram atrás da bola por cento e vinte torturantes minutos, para decidir nos pênaltis qual o menos pior, que, desgraçadamente, continua na copa: o Paraguai. Enquanto isso, em Assunção, os paraguaios acreditam que vão ganhar o título, como acreditam que fabricam o melhor uísque do mundo. Têm até a musa da Copa - que é melhor do que a Seleção e, espera-se, não seja falsificada como o uísque.


(Larissa Riquelme...)


3. Grandes promessas, grandes decepções. Sem dúvida, Cristiano Ronaldo, de Portugal, e Rooney, da Inglaterra (que saiu da Copa sem um só gol!!!), protagonizaram o mico da Copa. O portuguesinho realmente jogou bem só no replay, como disse Casagrande, em comentário para a televisão Globo. Porque ao vivo, só deu vexame. Vejam onde está e o tamanho do futebol dele:



4. El pibe de oro. Outro que está na marca do pênalti: Messi. Não fez um só gol até agora, e só joga pelos olhos do Maradona, a quem, aliás, deu de presente um helicóptero de mais de cinco milhões de dólares. Um estranho caso de amor...




5. Grandes vexames. Sem dúvida, a França merece o troféu de trapalhada do ano: não jogar nada e ainda trouxe a público divergências e brigas internas, até com a expulsão de um de seus melhores jogadores, o Anelka, e a intromissão do Sarkosy na encrenca futebolística. Pelada por pelada, da França, só se salva, mesmo, a Carla Bruni:


(No vestiário?)


6. Abacaxi. A Inglaterra leva o troféu abacaxi: sai da Copa com um baile da Alemanha. O Capello, italiano que treinou os ingleses, proibiu os jogadores de fazer a famosa jogada do chuveirinho. Conclusão: os ingleses esqueceram o chuveirinho e não aprenderam a fazer outra coisa. Olha o treino do English Team:



7. Outro abacaxi. Itália. Ah, a Itália! Eliminados pelos eslovacos, pelos eslovacos, pelos eslovacos... Pelos eslovacos? Pois, é: pelos eslovacos!




8. Parreira africana. E a África do Sul, sob o comando do Parreira, fica com o terceiro lugar na lista dos times que deviam ser protagonistas e só foram coadjuvantes. O que o Parreira pediu para os sul-africanos antes de chutar um cachorro morto, a França: um só, um só!




9. A Jabulani. A bola da Copa, a mais perfeita esfera que já rolou nos campos de futebol, foi maltratada pela língua dos jogadores, que reclamaram muito de sua instabilidade, de seu jeito “fantasmagórico” de subir demais, de variar sua trajetória, e também pelos pés de muitos pernas de pau que tentaram dominá-la. Até agora, o show foi dela, da Jabulani, leve e lisa. Eu proponho, para a Copa de 2014, no Brasil, seja trocada pela Jabuti – pesada e cascuda!


(A Jabulani só gostou da Charlize Theron)


10. A trave. Foi outra sensação desta Copa.Acho que nunca vi tanta bola no travessão e nas traves! Boa, muito boa a pontaria dos artilheiros desse mundial. Por que será que é mais fácil acertar nos trinta centímetros de madeira do que nos nove metros e tantos do gol?



11. Caneladas e furadas. Poucas as seleções que se salvaram de ter jogadores apanhando da Jabulani: até o nosso Luís Fabiano, o Fabuloso, tropeçou na bola ao tentar um toque de calcanhar e passou vexame. Mas no quesito pé na canela, ou canelada, ou seja, abaixo da medalhinha pode, fica o troféu com os jogadores africandos, para variar, principalmente os da Costa do Marfim. Portugueses também têm um honroso lugar no time dos que batem, com um tal de Pepe, que não é nada legal.



12. Caras, bocas e caretas. Sem dúvida, Maradona leva todas as honrarias de técnico que é a delícia das televisões, dos fotógrafos e... dos humoristas! É um show à parte, durante os jogos da Argentina. Aliás, às vezes, preferia ficar assistindo ao Maradona...




13. Fashion. Dunga! Dunga! Dunga! E não tem pra ninguém.