segunda-feira, 26 de novembro de 2012

DEPOIS DE MANO MENEZES...







Quando parecia que ganharia uma sobrevida até a Copa das Confederações, Mano Menezes foi defenestrado do cargo de técnico da Seleção Brasileira, após perder para a Argentina, com um time só de jogadores que atuam no País.

Era bola cantada que Mano não chegaria à Copa do Mundo. Todos conhecem suas deficiências e dificuldades no comando da Seleção: o esquema de jogo, ou padrão, como queiram, mal estava esboçado. Dava até um alento: talvez até começasse a funcionar. Caiu antes. Foi um pouco tarde, mas antes tarde do que depois do desastre.

E agora?

Bem, há vários candidatos ao cargo. E são os de sempre: Scolari, Muricy, Luxemburgo e, agora, um novo postulante: Tite.

São todos conhecidos. São todos testados em clubes e até na Seleção, como o Luiz Filipe (campeão do mundo), com esquemas de jogo mais ou menos previsíveis. A mim, não empolgam. Será o mais do mesmo, se um deles for o escolhido.

E, então? Quem poderia dar à Seleção Brasileira aquela chama que todos querem e recuperar seu prestígio? Jogadores não faltam. Aliás, Seleção é assim: o técnico tem de ter a competência para convocar os jogadores certos para seu esquema de jogo e não para ficar fazendo longas experiências, como fez o Mano.

Telê Santana é o espelho. Não ganhou nada, na Seleção, mas encantou o mundo. Parreira redesenhou o esquema de Telê, reforçando o seu pior lado, o da retranca. Não jogou bonito, mas foi campeão do mundo em 94, com um time que tinha tudo para encantar, mas que jogou de forma prática, para não dizer medrosa.

Há, hoje, somente um técnico que, confessadamente, utiliza as concepções de Telê, aperfeiçoando-as e realmente encantando o mundo com um futebol ao mesmo tempo prático, envolvente e extremamente criativo. Um técnico à brasileira que poderia trazer de volta a magia de nossa Seleção, já que é treinador europeu que irá trabalhar com jogadores que só têm o local de nascimento como Brasil, mas que jogam na Europa e, portanto, são mais do que conhecidos desse treinador, com uma ou duas exceções (uma delas, Neymar, claro).

Num mundo globalizado, em que exportamos nossa maneira de jogar e a perdemos, podemos ter a oportunidade de repatriá-la pela competência do ex-técnico do Barcelona, Pep Guardiola. Que, por coincidência, está justamente desempregado, curtindo férias que ele mesmo se deu, depois de nos mostrar à exaustão como se deve praticar o futebol arte.

Que venha Pep Guardiola, o mais brasileiro de todos os técnicos à disposição hoje no mercado, se os cartolas da CBF tiverem coragem para tanto!