quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013: ANO DECISIVO PARA A SELEÇÃO BRASILEIRA






A CBF optou pelo mais do mesmo, ou seja, escolheu Luis Felipe Scolari para técnico da seleção. Não teve coragem de buscar a inovação ou a criatividade de Pep Guardiola, por exemplo.

E Filipão era e é a escolha mais  óbvia, entre os técnicos brasileiros, por seu histórico e por seu carisma.

Carisma e histórico. Indiscutivelmente, será o técnico que não deixará de provocar polêmica, com suas atitudes, com suas palavras, mas principalmente, com sua filosofia de "grupo fechado", a famosa "família Scolari", como forma de motivação dos jogadores. Suas conquistas - principalmente a da Copa na Coreia/Japão - estarão na cabeça de todos, principalmente dos jogadores. Por falta, portanto, de incentivo, de vibração e de experiência - tudo o que Mano Menezes não tinha -  é que a Seleção Brasileira não deixará de ganhar a Copa do Mundo.

Será, isso suficiente, no entanto?

Não há dúvida de que Felipão tem competência. Mas terá, hoje, a mesma competência de dez anos atrás? Mudou o futebol, mas Felipão também mudou? Ou suas concepções táticas permanecem as mesmas? Não vale a "experiência" como técnico do Palmeiras, porque foi uma passagem atípica por um clube em crise técnica, tática e política, com um elenco que ele não escolheu e que não se articulava bem em campo, para produzir um futebol pelo menos solidário.

Se for o mesmo Felipão de 2002, a torcida brasileira não terá muito o que esperar. A Seleção será, com certeza, uma seleção de entrega, de  jogo  forte e  solidário, mas não terá técnica e tática para derrotar adversários poderosos, como a Espanha, por exemplo. E a Copa do Mundo não ficará aqui, com certeza, sem necessidade de nenhum "maracanazo".

E o pior: estrearemos na Copa do Mundo sem que a seleção treinada por Luís Felipe Scolari tenha oportunidade de testar sua força, seu entrosamento, sua capacidade de superação, já que não estaremos disputando as eliminatórias. Só a Copa das Confederações não é suficiente para moldar um time vencedor. 

Enfim: só nos restará torcer para que, desta vez, jogando em casa, a Seleção Brasileira tenha sorte, muita sorte, no sorteio dos adversários, nas dificuldades das demais seleções, porque a história nos diz, com inúmeros exemplos, que  nem sempre o melhor time vence uma Copa do Mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário